terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Menino espanhol que recebeu multitransplante saiu dos cuidados intensivos

"O transplante foi possível graças a uma doação proveniente de Portugal.

Para o menino de Arkotxa (Zaratamo, no País Basco), o desafio é agora adaptar o organismo aos novos órgãos - duodeno, intestino, pâncreas, fígado e estômago - doados por uma família portuguesa que perdeu o filho.
Este foi o 21.º transplante multivisceral realizado em Espanha. É um procedimento "muito raro" que ocorre entre 50 a cem vezes por ano em todo o mundo.

O coordenador de transplantes do hospital La Paz, Santiago Yus, adiantou que as doações infantis não são comuns, havendo por ano cerca de 30. Actualmente há 27 crianças à espera de um transplante no hospital La Paz, sendo que cinco delas necessitam de um transplante multivisceral."
Fonte - Jornal "Público" 15-02-2011

Foi a cooperação europeia a nível de transplantação que "permitiu este milagre", disse à agência Lusa a coordenadora nacional das unidades de colheita da Autoridade para os Serviços de Sangue e da Transplantação (ASST), Maria João Aguiar.
Estas operações "tão raras e tão difíceis são ocasiões únicas e ficamos todos muito orgulhosos de Portugal ser tão bom em doação que consegue, a nível da Europa, ser um veículo destes milagres de transplantação", frisou. Por outro lado, acrescentou, foi a "melhor maneira de honrar a doação desta família portuguesa".
Fonte - "Expresso" 31-10-2010

Não é o facto de ser uma família portuguesa que mais importa, embora a "nossa" generosidade esteja patente em múltiplas acções ao longo dos tempos, especialmente os mais difíceis. Esta família, que perdeu o filho e fez a doação, independentemente do que possa vir a acontecer, merece todos os elogios. E é mais um grande exemplo de solidariedade e promoção da VIDA a todo o custo, que a todos deve servir de referência.

Human Planet - BBC


Seres Humanos - Adaptação ao planeta em que vivemos. ESPECTACULAR!

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Portugueses criam software informático

Portugueses criam software informático capaz de reduzir anualmente cinco milhões de toneladas de CO214.02.2011
Lusa

Dois investigadores portugueses desenvolveram um software que reduz drasticamente o consumo de energia eléctrica dos computadores. Se fosse aplicado à escala mundial evitaria anualmente a emissão de cinco milhões de toneladas de CO2 para a atmosfera.
A descoberta, a que os investigadores Carlos Reis e Jorge Pacheco deram o nome de “SPIRIT”, tem como objectivo reduzir o consumo de energia eléctrica e as emissões de CO2 (dióxido de carbono) associadas a este consumo por “infra-estruturas de computação de média e grande escala”. Por isso mesmo, não se aplica a utilizadores domésticos, com computadores isolados, disse à Lusa Carlos Reis.

As chamadas “infra-estruturas de computação de grande escala” são instalações de tipo industrial espalhadas pelo mundo, ao serviço de grandes empresas como a Google, a Microsoft e o Facebook.

Neste tipo de empresas ou entidades, os diferentes computadores, que podem ir de algumas centenas até às dezenas de milhar, estão ligados entre si através de uma rede de comunicação privada, uma intra-net. As placas de rede destes computadores possuem uma funcionalidade que permite aos computadores que estão num estado dormente, “acordar” quando recebem pela rede o sinal apropriado, explicou o investigador.

“O SPIRIT é um software que é executado no computador-mãe desta rede. A sua função é apenas decidir sobre o estado de vigília de todos os computadores. Se um computador está desligado e precisa de ser ligado então o SPIRIT envia pela rede o sinal apropriado e acorda-o. Por oposição se está ligado e não é preciso, o SPIRIT desliga-o”, especificou Carlos Reis.

Em termos de benefícios, podem ser apontados os de ordem económica, como a redução do consumo de electricidade e, consequentemente, do custo de operação destas infra-estruturas, e os ambientais. Sobre estes, Carlos Reis refere testes feitos durante um ano na Universidade de Lisboa com apenas 200 processadores e em que foi conseguida uma redução no consumo de electricidade equivalente a uma redução de emissões de cinco toneladas de CO2. A partir daqui os investigadores calcularam a poupança energética e ambiental possível a nível mundial com a utilização deste software.

Actualmente, as infra-estruturas de computação de média e grande escala são responsáveis por um por cento de todas as emissões de CO2, metade das emissões de toda a indústria de aviação, referiu o investigador, salientando porém que “este número está a crescer a 16 por cento ao ano”.

O software encontra-se disponível gratuitamente em http://www.ciul.ul.pt/~ATP/SPIRIT/.
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As infra-estruturas de computação de média e grande escala são responsáveis por um por cento das emissões de CO2

Fonte - Jornal "Público", 14 Fev 2011

sábado, 12 de fevereiro de 2011

A indiferença mata!


Sim, é um caso especialíssimo! Não podemos generalizar. Mas temos que reconhecer que algo está mal quando alguém pode estar morto em casa, durante 9 anos (!!!!!!!!!) e, apesar de múltiplos avisos de vizinhos e família, o País que somos não consegue resolver a situação. Bem pelo contrário. Consegue, através do fisco, leiloar a casa e entregá-la a um novo dono, para este quase morra de susto. Conseguem imaginar-se a entrar naquela casa, acabadinha de comprar, sabe-se lá com quantos sonhos, para dar de caras com aquela cena macabra?!... Talvez tenhamos que voltar a saber um pouco mais da vida dos que nos rodeiam, conviver, partilhar... para que estas coisas não possam acontecer. Neste caso concreto, penso estarmos todos de acordo: a Indiferença mata! Acabemos com ela. E saibamos reformular as instituições, de forma a torná-las mais positivas, mais solidárias, mais perto das pessoas, mais HUMANAS! Mais do que lamentar, temos, todos, a obrigação de contribuir para que não volte a acontecer.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Apenas omissões ou estratégias?...

No meio da crise sócio/económica e do cinzentismo emocional instalado no país há vários meses, eis que o relatório PISA trouxe algumas boas evidências para Portugal.

E a melhor de todas, a que considero verdadeiramente paradigmática, foi omitida pela maioria dos órgãos de comunicação social: Mais de 90% dos alunos portugueses afirmaram ter uma imagem positiva dos seus
professores!

O relatório conclui que os professores portugueses são os que têm a imagem mais positiva de entre os docentes dos 33 países da OCDE, tendo em 2006 aumentado 10 pontos percentuais.

O mesmo relatório conclui que os professores portugueses estão sempre disponíveis para as ajudas extras aos alunos e que mantêm com eles um excelente relacionamento.
Estas evidências são altamente abonatórias para os professores portugueses e deveriam ter sido amplamente divulgadas pelos órgãos de comunicação social ( e pelos habituais "fazedores de opinião" luxuosamente remunerados que escrevem para os jornais ou são comentadores na rádio e na televisão) que ostensivamente consideram que os professores do ensino básico e secundário são uma classe pouco profissional, com imensos privilégios e luxuosas remunerações...
Uma classe profissional que deveria ser acarinhada e apoiada por todos, que deveria ter direito às melhores condições de trabalho (salas de aula, equipamento, formação, etc.) e que tem sido maltratada pelo poder político e por todos aqueles que tinham o dever de estar suficientemente informados para poder produzir uma opinião isenta para os demais membros da comunidade.
Ao conjunto destas evidências acresce outra, onde o papel do professor é determinante: a inclusão.

O relatório revela-nos que Portugal é o sexto pais da OCDE cujo sistema educativo melhor compensa as assimetrias sócio/económicas! E ainda refere que o nosso país tem a maior percentagem de alunos
carenciados com excelentes níveis de desempenho em leitura. Nada acontece por acaso! Os professores portugueses são excelentes profissionais, pessoas que se dedicam de corpo e alma aos seus alunos, mesmo quando são vilipendiados e ofendidos por membros de classes profissionais tão corporativistas ou mais que a dos professores!
Como diz a quase totalidade dos alunos, os professores são excelentes pessoas que estão sempre disponíveis para ajudar os seus alunos. Esta é que é a realidade dos professores das escolas do ensino básico e secundário! Obviamente que, como em todas as demais classes profissionais, haverá excepções à regra, aqueles que não cumprem, não assumem as suas responsabilidades, não justificam o ordenado que
recebem. Mas, assim como uma andorinha não faz a primavera, também uma ovelha negra não estraga um rebanho.
Pergunto: porque se escondem os arautos da desgraça, detentores da verdade absoluta, que estão sempre na linha da frente para achincalhar os professores do ensino básico e secundário? Estranha-se o silêncio.

Margarida Rufino in Jornal de Cascais